Vivo perdido perante meus pensamentos. Caminho sobre as nuvens da minha imaginação. O encanto das palavras nada mais é do que um feitiço que nos faz acreditar no impossível. Minha linhas escritas são o melhor desenho que tenho do meu interior.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Cidade dos Anjos.
Sei o quanto essa manhã está fria, mas enxugue as lágrimas, a dor já vai passar. Queria poder dizer que o que foi perdido irá ser recuperado. Um chuvisco em seu rosto já descreve bem seu sofrimento. Mas se acalme e me abrace. Em meu peito você pode se reconfortar e pode encontrar a paz que tanto precisa. E mesmo que não acredite em anjos, saiba que a cidade está cheia deles. Queria poder escrever uma coisa que te anime o suficiente para viver sorrindo, mas minha força me torna impotente nesse ponto. Ame o próximo como se o mesmo fosse o último. Sei que a dor é maior, mas leve consigo apenas os bons momentos. Deixe as lágrimas no resguardo da alegria. Imagina um campo tão belo e florido, e se imagine pulando por ele até se cansar. Em nenhum lugar há escuridão, há apenas as sombras das asas dos anjos que nos observam dia após dia.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Lembra-se Querida Daquele Nosso Verão?
Lembra-se querida daquele nosso verão?
Parecia até que tínhamos o mesmo coração
Acordávamos cedo para dançar na varanda
Parecíamos pequenos dançando uma ciranda
Tão coordenados, tão bem sincronizados
Como de fato é nosso amor, um dos mais invejados
Lembra-se querida daquela tarde de calor?
Estava tão frágil que parecia ser feita de isopor
Você suava tanto, sem ao menos me tocar
Mas de delírios morria quando eu ia te abraçar
Então uma chuva forte caiu sobre nossa janela
E você com medo, correu pra debaixo da lapela
Lembra-se querida de como tremia em meus braços
Parecia inconsciente e só voltava a si com meu amasso
Chorou de desespero quando eu tive que partir
Não me largava mesmo, era medo de desistir
Mas fomos fortes e seguimos em frente
Correndo pelo sonho mais eloqüente
Lembra-se querida daquela estação?
Ah sim, sinto falta desse verão
(Denis Scarpa)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Espírito Cintilante.
A janela bate e rebate em meus pensamentos
Suas palavras ecoam em meus sentimentos
O passado já não parece tão importante
Nosso amor foi apenas um ponto constante
Queria que entendesse o meu silêncio
Era apenas uma carta para você
Seu soluço me fez suspirar de desespero
Queria poder te soltar, mas sou fraco
E então, no meio da noite
Você surge como um espírito cintilante
Que me assombra com seu vestido comprido
Seus cabelos me envolvem como se eu fosse fácil
Sua ternura me domina como a névoa do destino
Que envolve a estrada no topo daquele morro
Queria poder te deixar um dia, não consigo
Eu fecho meus olhos e enxergo você
Queria que me surpreendesse mais uma vez
Como fazia com nossos jantares a dois
Seu suspiro me fez soluçar de desejos
Queria poder te amar para sempre, mas sou mortal
E então, no meio da noite
Você surge como um espírito cintilante
Que me assombra com seu vestido comprido
Seus cabelos me envolvem como se eu fosse fácil
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Aqui há um amigo por ti.
Escuto o seu soluçar trincando o silêncio da escuridão. Sinto as gotículas marejadas dos seus olhos umedecerem minha face. Posso imaginar você voando sobre mim com asas quebradas, porém, capazes de te levar até o paraíso dos meus braços. Minha querida aqui há um amigo que te guiará quando a arma falhar, o escudo rachar ou o mar te afogar. Sob o brilho do luar, você caminha como se procurasse algo que conhecesse. Mas minha mão está bem aqui, para te salvar de toda dor, te fazer ter coragem diante da fera voraz que o destino enquadrar em sua vida.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Um meio de servir.
Em clemência está aquela virgem sedosa por um adorno que a console. A perdição consagrada e encorajada da fornicação. O desejo de pernas entrelaçadas na remota duvida da fidelidade. O vinho derramado em carne mostra o quanto é tentador o desejo pelo pecado. Os estalos sentidos nos músculos de nossas pernas são um sinal de que o momento está ficando intenso e perigoso. Ovacionados sejam aqueles que penetram sem medo de serem esquecidos. O prazeroso da vida é acordar depois de uma pestana com gotas de orvalho deslizando por suas curvas desvendáveis. O medo incansável de ser poderoso no meio de suas pernas. Seus seios fartos e firmes fazem de qualquer momento, o meio mais curto de alcançar o infinito. Não gostaram de minha citação, nem qualquer outra declaração baseada na sinceridade. Deixe eu trepar com seus pensamentos enquanto o destino trepa com minha prazerosa agonia de ser eu mesmo.
(Denis Scarpa)
Supremacia na escuridão.
(o show vai começar)
Não importa o quanto você grite
O seu mundo nunca irá se calar
Você pira tomando anestésico
Como se não fosse te matar
Num mundo sem tantas cores
Você não é diferente do nada
Nem é perfeito ou promiscuo
Ao sulfato perdido da verdade
Ele pulsa latejante em suas veias
Você chora ao tinir de suas cordas
Anseia por seu solo, por seu berro
Quem está de fora é só mais um
Perdido entre tantos na popularidade
Conquistando meios pontos na vida
Amarelando diante da excitação
Soterrado por uma avalanche de emoção
Diante do medo e da igualdade
O que se preza são o amor e o respeito
De uma supremacia na escuridão
Tão certa e cega, como uma navalha velha
São os que pensão nos peixes miúdos
Que agem como se fossem pirarucus
O palco está agitado, e você sentiu a batida
Que pulsou forte firmemente no seu peito
E quando você pensou que iria morrer
As luzes se ascenderam e o mundo clareou
Mas o que se sentia ainda estava lá
Até o ultimo grito, o ultimo solo
A perfeita razão de ser um louco
Um perdido na noite, na escuridão.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Cambaleando nas emoções.
Está por amanhecer. Querida, não tema. Meu braço ainda te envolve para te proteger e aquecer do frio. Seus bilhetes estão grudados nas minhas costas. Meu olhar marejado te vigia e você nem percebe. Olho pra você e vejo uma gotícula limpar sua face. Você observa meu corpo como se ele fosse o papel da minha poesia que te conquista. A incerteza que você carrega no olhar é do tamanho do medo que carrega no coração. Agora, dê-me sua mão e corra comigo até o final do céu. Lá o deserto é úmido e o medo é guerreiro. As lágrimas são salgadas e o sofrimento é gostoso. Depois de apoiar sua agonia no meu ombro, você deleita suas tristezas sob o meu peito. Eu gosto. Faço de tudo o mais perfeito sonho. Antes que acabe, apenas uma coisa... Eu te amo...
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A origem.
A magia da constante indecisão
Seu cérebro quebrado pelas lembranças
Perdido pela eterna excitação
Correndo em busca de esperanças
Mordido pela sua condenação
Você pula na mesa e grita
Sentindo a fúria da sua origem
Que na sua mão áspera palpita
Sendo engolido por sua vertigem
As lágrimas caem em silêncio
A tinta seca no seu coração
A dor te atravessa como o infinito
Que clama por ser lembrado
Mais do que um tolo esquecido
(Denis Scarpa)
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Proteste já!
Todos nós tiramos um pré conceito de qualquer coisa, é uma regra instalada em todo ser humano, por mais diferente que você seja, você têm essa mania de criticar (mesmo que por pensamento) algumas pessoas e suas idéias. Em referência a isso, cada qual com seu igual? Errado. Um gay não pode abraçar a mesma ideia que eu? Um funkeiro não pode fazer medicina? Uma mulher não pode ter autoridade? Um homem não pode ser o segundo melhor? Claro que sim. A ideia de se viver em harmônia é exatamente isso. Harmônia não é viver junto, é simplesmente respeitar os seus semelhantes. Curtir som pesado, namorar uma gostosa, tatuar o caralho a quatro no braço, ficar bêbado com muito não te faz mais homem do que eles. E acredite, homofobia e pré conceito são coisas bem diferentes, pode acontecer a qualquer um, até com o seu filho. Pensem nisso, e julguem as pessoas pelo caráter delas, não pelo que elas aparentam ser. O mundo terá muito mais futuro com esse tipo de raciocínio.
(Denis Scarpa)
Janela.
Acordei com saudade da sua voz
Sussurrando amor no meu ouvido
Fazendo da lembrança meu algoz
Um presente para o jovem contido
Olhei para o lado com desespero
Simplesmente você tinha partido
As gotas do vinho secaram na mesa
Suas cartas perderam seu perfume
Meu anseio por você não me dá paz
Desejar-te todos os dias virou costume
Gosto de imaginar que contigo sou capaz
Andar sobre a água sem medo de me afogar
Eu sei que poderia ter lutado um pouco mais
Ter feito do nosso ninho um lugar mais quente
Mas o seu medo em me perder me assustou
E agora eu vejo você pela janela da minha vida
Indo e vindo, como se um dia fosse voltar
Sou apenas um guerreiro que decidiu amar
(Denis Scarpa)
Conde sedutor.
Somos envolvidos levianamente pela carência que o destino nos entrega. No meio da excitação, existe um risco de ficar perdido no meio da multidão. Entre um trocadilho e outro, as farpas de sua língua se tornam fagulhas no meu peito. O vexame de ter você ajoelhada aos meus pés, me torna tão soberano como formigas a penúria do sol quente. O desespero que toma conta do cálice que eu bebo me torna tão sensível a realidade dos fatos, que eu fico promiscuo e confuso a qualquer desempenho ignorado pelo destino. Deleitando minha língua sobre suas fotos, percebo a saudade que sinto da sua carícia, de ficar enrolado em um edredom, totalmente nu aguardando o efeito da minha overdose nos seus seios. Vira-me então um palhaço sorrindo, e com vigor e satisfação me entrega jasmins à moda antiga, como se fosse me conquistar. Gozado pelo destino, amado pelo senhor. Vingado pela morte, um beijo do conde sedutor.
(Denis Scarpa)
sábado, 15 de outubro de 2011
Incerteza de amar.
A certeza do amor. É isso que falta na minha vida rotineira. Acordo todos os dias com um vazio ao meu lado, e às vezes penso ser você. Sinto como se pudesse ficar sóbrio, como se pudesse ficar sem outro alguém além de você. Sinto que posso arriscar e não terei medo de me cortar, de me partir. De ver o mundo girar enquanto eu ficarei estagnado no mesmo lugar. Acompanhe o meu dom e venha comigo no caminho da esperança, pois é de você que eu clamo. Gostaria de ter a certeza do seu amor, mas isso me falta por completo. Até lá imagino como é ser seu, como é você ser minha. Imagino uma vida a dois, mesmo que ela dure alguns suspiros e nada mais.
(Denis Scarpa)
Hora do prazer.
A luz das velas iluminava a fornicação de nossas carnes. Seus olhos marejavam de dor, como se fosse me perder para a morte. Sua pele transpirava te deixando a beira da secura. O prazer carnal te envolvia de um modo, que você se sentia sem fôlego e sem chão. Mesmo com apenas a anágua levantada e alguns botões entre aberto, estávamos prontos para o sexo. O aroma do ambiente nos excitava de uma maneira incomum. Fazia com que os fracos tivessem poder diante do universo da tentação. A ternura do entrelace de suas pernas, me sufocavam a ponto de implorar por mais. Todo homem precisa disso, todo homem clama por seu momento tentador. É só olhar para dentro e retirar todo o mal que existe dentro de nós, olhe bem para dentro e tente tirar tudo de melhor que você tiver. Acredite, na hora do prazer, o mal te salvará.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Apenas um sonho ruim.
O mundo morre para você. Você fica sem chão, sem ar. Busca condições num medo de acordar. É o medo de perder quem se ama. Pois a coragem do homem não tem mais razão do que apenas questionar seu próprio meio de temer essa sensação. Afogando-se no seco, perdido no claro, questionado no incerto, morto na vivência. O som do anjo cintilante vindo na sua direção, pronto pra sugar seu prazer, te fazer um escravo do fervo infernal, do consolo perdido do universo enclausurado.
(Denis Scarpa)
Três dias.
Levantei-me das nuvens cálidas dos meus sonhos, acreditando ser um monotipo qualquer. Coloquei meus pés no chão e ergui minhas asas até tocar suas mãos no meu pensamento. Talvez seja um portal que o destino nos torna. Uma razão sem perdão, um medo sem existência. Faz com quem encontremos asas e voemos do inferno até encontrar as chamas do céu e nos queimar. Deitar e acordar com beijos são o melhor exemplo que um homem pode ter de paraíso. Três dias são suficientes para saber o que é amar. Três dias são suficientes para morrer. Três dias são suficientes para tentar novamente a inconseqüente maneira de fazer valer cada momento em que se levanta em busca de um olhar.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O libertino.
Uma desigualdade pelo inconstante descontrole do prazeroso poder de sentir prazer. Uma razão pela qual é tão breve e imbatível, que mais parece um coito de um galinho cobiçado pela ansiedade do desconhecido. É um ponteiro no relógio da infidelidade. É uma chuva no meio do deserto. É uma gota de sangue na presa do destino. A esnobe reação ao aparentar saber mais do que os demais, é também um revólver apontando para sua própria genitália. O amor é um musgo que nos apodrece com o tempo. Faz do nosso encanto um afogamento a qualquer outro sentimento. O grito de prazer é emudecido pelo contraste do término. O relaxo de nossos devaneios só nos faz ficar ainda mais promíscuos. E quando tudo parecer um beijo de um libertino, tudo que se senti é a saliva do encantador beijo da morte.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Prazer procurado numa sensação idealizada.
Um caminho curto mal realizado pode ser considerado um alpinismo sem corda rumo ao desconhecido. Entre uma alucinação e outra, você é dominado por um paraíso de pedras. Cada gota de prazer é uma dose a mais de sofrimento abraçado a solidão. Entre devaneio e realidade, você se perde nos seus próprios pensamentos. A fera que ruge dentro de você clama por alimento, mas esse alimento nada mais é do que sua própria consciência. Por mais que você aceite seus defeitos, reconhecê-los nunca os farão desaparecer. Os loucos que sofrem diariamente enfrentam além de sua insanidade, a sua própria racionalidade. O prazer pela vida se baseia no amor e não num pedaço de papel. Quando não se têm controle do que se faz, sua vida é levada pela mesma brisa que levou as cinzas da sua ceda.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O amor em cada tom.
Ela invade meus sonhos enquanto deslizo nas nuvens da minha imaginação. Ela faz do meu corpo a carta ideal para suas letras. Ela me domina como se eu fosse ceder a qualquer custo. Ela faz do meu mundo uma caixa tão imensa, que a própria dor teme em se perder. Ela é a segunda chance para qualquer erro que eu venha a cometer. Ela é o calor do meu imenso frio. Ela é o perdão do meu arrependimento. Ela é o lenço que seca minhas lágrimas. Ela é a emoção que obedeci minhas lágrimas. Ela é o encanto dos meus ouvidos e a sabedoria dos meus olhos. Ela é a beleza que eu conquisto. Ela é o amor da minha vida. Ela se chama música. Ela está comigo até mesmo quando meu amor vai embora.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O poeta está vivo.
O poeta está vivo, e ele ainda tem muito que viver. Várias histórias a dedilhar, vários momentos a conquistar. O poeta está vivo, sobrevivendo ao próprio devaneio do contratempo. Amando seu reflexo, conquistando seu amor por seu próprio narcisismo. O poeta está vivo, e sofrendo como um tolo. Correndo pelas beiradas do momento em um corredor de luzes apagadas. Sangrando pelos toques que a paixão lhe cede, chorando pela lamentação do próprio medo de sua solidão. O poeta está vivo, e agora nem o coito de antigamente lhe agrada com satisfação. Página amarelada encontra-se em cada frase do pensamento mais aberto e insano desde medonho anjo de asas feitas de esferográficas. O poeta está vivo, e pronto para arrebentar as correntes do seu coração. Uma vida sem uma gota de desafio é uma vida sem uma gota de emoção.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Amor inconsolável.
A beleza do mundo encontra-se na mulher em que se ama. Amar não é apenas uma palavra e tão pouco apenas um sentimento. É uma razão de dois corpos estarem entrelaçados até mesmo quando clamarem por separação. Uma clemência tão eloqüente, capaz de fazer até a mais sofrida vida transformar-se no mais belo paraíso. Um paraíso pode ser reparado e construído, até mesmo imaginado em vários lugares. Lugares baseados em momentos que nos marcam até na hora mais latejante da dor. Dor essa muitas vezes sentida por tanto tempo, que a alegria de ser feliz se enclausura dentro de nós. Uma prisão tão insegura que nos faz desejar pelo incerto. A incerteza dos fatos, nada mais é, do que o próprio medo de viver. Para viver bem, só basta ser feliz. A felicidade se alcança no que é desejavelmente agradável e sustentável para cada um de nós. Para haver um “nós”, não é preciso haver mil, um casal e já basta. A aliança de uma cerimônia construída através do tempo e da esperança. Esperança é uma coisa que de tão fragilizada, às vezes, parti com uma brisa. Brisa essa que nos traz por diversas vezes, estilhaços cinzentos das nossas lembranças remodeladas. Lembranças que por tantas e tantas vezes nos fazem criar gotículas de marejo nos nossos olhos, devem ser reconsideradas através de um sincero sorriso. Para sorrir basta estar vivo. Para estar vivo basta saber amar. E para saber amar basta apenas arriscar. Se arriscar poderá até perder sua vida, mas será tão bom morrer por amor quanto morrer de solidão. A tão e querida indesejável solidão, que para obtê-la basta apenas desiludir-se e acreditar no desespero e na penúria do amor inconsolável insano e incerto.
(Denis Scarpa)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Reis e Rainhas.
A felicidade é a maior armadilha do destino. O amor é a mais poderosa arma contra o mal estar. A lágrima é tão doce e seca, capaz de fazer o olhar mais intenso virar apenas um rio de areia sem vida. Mentes flageladas por mais sinceras, são tão incertas. Qualquer escrita declarativa do amor mais intenso vira apenas um pergaminho esquecido no tempo quando as palavras recorrem da razão e deixam de lado a própria sensação. Até mesmo as notas mais doces tocada no piano mais belo viram sussurros de clemência de um amor inalcançável. Reis e rainhas fogem da normalidade, dão fuga até o mundo imaginário. Fazem da nuvem imperfeita um algodão de neve. Tais coisas um homem diz ter encontrado em uma mulher. Que tolo, pois isso só se encontra uma vez e geralmente a chamam de paraíso. Como o estressado que se larga numa cama em busca da vista para o céu. Reis e rainhas vivem, reis e rainhas morrem. Reis e rainhas perdem, reis e rainhas amam.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Amor à excitação.
Que nosso amor seja como o raiar do sol na janela mais retorcida. Causando um brilho estonteante e impactante na alma do ser mais simples. Que ele carregue simplesmente o aroma das flores mais raras e delicadas, colhidas no deserto mais seco do amor mais lento. Que nossos beijos sejam tão astutos no sabor como o jardim é carinhoso ao abraçar seu beija-flor. As navalhas do destino poderão cortar nossas esperanças, mas jamais haverá um meio de nos fazer divididos. Estar contigo é melhor do que sonhar, estar contigo é a razão sincera de um verdadeiro amor. Que nosso mundo jamais descubra essa paixão. Faremos de cada segredo nosso grande amor à excitação.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O pequeno Bob.
O pequeno Bob era apenas um pequeno garoto, sem dinheiro ou raciocínio. As tentações o perseguiam desde o ventre. Era o começo de uma velha história. Bob se perdia no começo, mas se encontrava quilômetros a sua frente. Era tímido, demorava a se soltar, a criar asas e voar para cima de sua própria insanidade. Bob cresceu e se tornou o anfitrião da própria cobaia do destino, o medo de ser infeliz. Correu e quebrou a perna, nadou e se afogou. Escreveu até criar lacunas em seus dedos. Berrou até arrebentar sua última nota. Bob era só mais um sonhador, um menino de maneira incorporada no seu próprio meio de ser feliz. Um dia, Bob encontrou uma mulher e a batizou de “minha vida”. Bob morreu sem perder um tostão, pois ricos mesmos são aqueles que carregam em seu peito o coração acelerado de uma mulher incandescente.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Sofrimento.
Sofrimento cativante que abomina o meu ser tão reluzente e frágil. Faça do meu sofrimento seu cálice e beba até se contorcer em um finado embriagado. Tão sutil e mortal, domina minhas entranhas e controla meus sentimentos. Razão fugida de meu ser retorne ao seu horizonte e faça de mim seu iceberg. Embaralhe minha vida assim como cega os meus olhos. Mate-me aos poucos, assim como pisas em meu coração. Amor sem escalas viaja até mim e me afogue no seu cianeto chamado paixão.
(Denis Scarpa)
sábado, 10 de setembro de 2011
Zona perigosa.
Entre becos e gritos, você procura pelo seu meio de liberdade. Como uma criança desesperada clamando pelas férias. Você grita o nome daquela que não te ama mais. Suas lágrimas desenham em seu rosto as mágoas do desconhecido incerto. Uma felicidade amenizada. Como um adolescente enclausurado no prazer, clamando pelo final de semana. Você está numa zona perigosa, você está apaixonado. Totalmente derretido por aquela garota. E mesmo imaginando que ela nunca será totalmente sua, você faz do sonho um alimento para a ansiedade. Pelos bosques reformados em becos, você corre e se rasga tentando encontrá-la. E numa esquina qualquer, como num raio de alegria no paraíso, você encontra seus olhos. E faz do momento, do desespero completo, uma ternura sem tamanho. Corra entre a magia e a maldição de se amar, pois o agora quem descreve é você. A página do ontem ficou amarelada de tão antiga. O amanhã é um desconhecido, assim como a pergunta que carrega sobre seu amor dentro de seu coração.
(Denis Scarpa)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
No despertar de um desespero.
Sinto-me perdido, como se minhas asas estivessem congeladas no paraíso do tempo. Acordei em desespero, não sinto o latejar do meu coração. O desespero tomou conta do meu ser, e mal consigo controlar meus olhos marejados. A beleza trincada do universo faz do meu eu, um mero escravo da perdição e da surreal idade. O amor que tinha em meu peito caiu na mesmice da libertinagem. Demônios guiaram-me sem rumo de volta até o inferno mais quente. Meus clamores de nada adiantavam, pois pareciam que meus olhos haviam lacrado. O silêncio que arranha meus ouvidos faz-me querer despertar do medo da angustiante solidão. Seria como correr sobre cacos ou restos de corações esfarelados. Como toda dor, do momento faz o mais possível corriqueiro. E no despertar de um desespero, toco-me suavemente e digo-me “foi apenas um pesadelo”.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Serás capaz de dizer "sim" ao amor?
Um sentimento desigual, capaz de unir seres totalmente diferentes. Uma razão sem perder a compostura e a doçura de se carregar o dom humano de ser inseguro. Um meio sem o qual não pode haver escolhas. Uma escrita tão corriqueira e incerta, que faz de linhas tortas e úmidas um banho de sangue. Um balaço que atingi um alvo aleatoriamente, mas quando acerta, o alvo desfalece. Um banho de rosas adulteradas pelo seu próprio perfume. Um chão que se abre sobre os pés das montanhas mais rochosas. Um carinho no meio do deserto da perdição. Um prato típico do constantemente insano prazer de se perder. O sabor da mulher mais sedutora e sublime, capaz de fazer de um homem seu escravo. A crítica do poeta mais insano. O caminho incerto da bússola perdida. A realidade do sonho verdadeiro. A lágrima sincera misturada com as gotículas de orvalho. Um amor renegado é uma cicatriz conquistada. Dizeis que não queres amar, é como dizer não a comida quando se estás com fome.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Paciência.
Por esse amor eu correria risco de vida, perderia a contagem do meu fôlego. Correria por desertos escaldantes só para encontrar o seu perfume. Mergulharia no lugar mais intenso só para esconder o brilho dos seus olhos numa garrafa. O tempo caminha em passos de ganso, é como se eu não tivesse controle nem dos meus atos. E eu peço que tenha paciência, pois por esse amor eu esperarei. E mesmo que digam para apenas tentar, tenha paciência. Seus cabelos banhados pelo vento são tão belos como o abraço aquecido com gravetos importados do inferno. Tenha calma, dê-me sua mão e faça ser guiado pelo seu corpo. Tenha paciência, diga que está tudo bem e corra até mim.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Diga-me “olá” amor.
Amor baseado em folhas secas caídas num jardim. Amor delicado como a libélula que adentra o nosso mundo com sua beleza. Amor remordido por lembranças doces sonhadas e de venenos loucamente emudecidos. Amor construído pela base das derrotas e pelo terrorismo do destino. Amor justo que nos junta, que nos une. Amor que nos faz ser apenas mil dentro de apenas um. Amor amargo com sabor de tequila, que nos embriaga e nos faz ver paisagens no meio da secura do Saara. Amor bondoso e belo faça seu show e nos mande seu charme. Amor afogador quebrador de barreiras, conquistador de continentes e inconseqüentes. Aqui de seu servo vai um apelo desesperador, faça do mundo uma grande numerologia baseada nos ponteiros do relógio esfumaçaste da vida. Amor desejável nos encontre abaixo do vale central ou na maré quente do sotaque sedutor. Amor diga-me verdades entortadas, só para me fazer crer na sua credibilidade e na sua solidez. Amor apresente-me sua companhia, pois de ti conheço apenas a solidão. Amor faça do sorriso a minha maior inexistência. Amor meu grande amor, faça da sua aliança ao desconhecido desagregado, um meio de chegar ao infinito a salvo. Amor meu grande amor, não me faça chegar ao ponto final, me apresente vírgulas ou reticências. Amor meu grande amor, de todos os venenos, de ti, espero a melhor conseqüência.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Um belo dia.
Eu levanto antes mesmo de abrir os olhos, com medo do que poderei enxergar. Mas de repente a soneira mortal causada pelos disparos do medo deu lugar aos almejos da esperança. Um belo dia parece ter começado não só para mim, mas para toda uma raça. O que antes era ocupado por medo e desespero deu lugar ao amor e a doçura. Que terra mais linda e fértil de se viver, um lugar onde a paz é a grande prioridade. Nasceu mais um belo dia. As mágoas da convivência foram enterradas com o medo de se perder no caminho até a felicidade. O homem parece ter aprendido a viver com o meio ambiente, a correr com as aves e a voar com os anjos. E os sonhos que antes não passavam de momentos a serem imaginados, deram lugar a realidade tão dulcificada. A morte nunca pareceu uma coisa tão vencível. O medo nunca esteve tão distante de nossos olhos. Um belo dia parece enfim ter surgido. Mas chegou a hora do despertar, o pobre menino precisa parar de sonhar e fazer sua vida se realizar.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
O silêncio.
O ruim de ser humano é que você nunca sabe quando será o momento certo da sua próxima fraquejada. Você sentiu que alguma coisa de ruim iria acontecer, e sabia que seria com aquilo que você menos imaginaria. O mundo não dá voltas, somos nós que corremos por ele. É o meio da inverdade. O meio da infinidade conjunta, baseada no sinistro medo de errar. O fedor das pessoas sem alma me causa arrepios. É como se eu visse um mundo inteiro de inutilidades, e faltasse balaço para cessar com tudo isso. Amor! Sentimento tão surreal e inútil que insistimos por tê-lo em nossa vida. Um homem sábio promete seu coração a uma mulher, desde que ela prometa devolver os pedaços. Uma mulher sábia cede a um homem seu coração, desde que ele devolva as cinzas do que sobrar. Sejamos sinceros, não existe vida sem paciência. Se você corre, você sente tanta sede que bebe até veneno. E às vezes, de tão doce, você nem percebe o gosto. O silêncio deve ser quebrado. Nenhum de nós prestou. Nenhum de nós deixa de cometer erros. Mas devemos ser cautelosos, para evitar que bons sentimentos sejam perdidos no vento.
(Denis Scarpa)
Eu peço que fique.
A chuva cai mais fria quando você está distante de mim. Eu peço que fique. Venha me aquecer nos seus braços trêmulos e nas suas pernas brancas. Parece que no meio da guerra, eu consegui a paz da guerrilha que organizavam em meu coração. Da carteira vazia até o peito sem sentimento, sinto-me perdido num holocausto de sensações. Eu peço que fique. Quero ter a certeza de que quando eu chorar, você estará do meu lado para segurar minha mão. Pois eu lhe prometo querida, meu coração clama por seu toque em todos os segundos. E ele só consegue descansar quando eu te vejo e peço de joelhos sua permanência. A maior estabilidade que eu poderia desejar era fazer do nosso amor um remédio, um meio de nos salvar.
(Denis Scarpa)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O tigre e a neve.
“Eu canto o seu nome, palavra que abre as portas do paraíso. Eu não vou te perder nunca, se os Deuses permitirem. Quando você me beija, os cavalos do apocalipse saem correndo. E quando penso no teu corpo, tão complicado e vago, o chão se abre sob meus pés. A sua divindade feminina sobe aos céus. Você é linda. Você, girassol embriagado de luz, todas as vezes que seus olhos se levantam o sol se acende. Amigos, eis que a terra como uma mãe amamenta sua criatura mais linda. Todas as criaturas estão no ápice da paixão. Da minha garganta até as estrelas minha palavra se lança como um cometa dourado. Eu te amo. Quero fazer amor com você agora. Me beija?”
“Ele sim que é um poeta. Ele era muito jovem e amava uma mulher e casou com ela. Depois de um tempo quando ele foi para a guerra, ele recebeu a notícia que sua mulher acabou contraindo varíola e ficou desfigurada. Sabendo disso, ele disse ‘meus olhos doem, e depois disso eu fiquei cego’. E depois de doze anos, quando a sua mulher morreu, ele abriu os olhos. Para não magoar a mulher que estava com ele, fingiu estar cego durante doze anos. Cada pessoa é um abismo, você fica tonto se ficar olhando para baixo. Ele nunca explicou isso para ninguém”
“Consegue essa glicerina, vai?! Eu sei que você sabe. Por que se não conseguir, ela vai morrer. Ela morre. E se ela morrer para mim tudo o que existe, neste mundo todo que gira, podem levar tudo embora. Podem até acabar com tudo. Pode enrolar o céu e colocá-lo num caminhão de reboque. Podem apagar tudo! Até essa luz do sol belíssima do sol que eu amo tanto, tanto. Sabe por que eu a amo tanto? Porque eu amo vê-la iluminada pela luz do sol, tanto. Podem levar tudo embora. Esses tapetes, as colunas, as casas, a areia, o vento, as rãs, as melancias maduras, a chuva de granizo, às sete da noite, maio, junho, julho, o manjericão, as abelhas, o mar, as abobrinhas.”
(La tigre e La neve)
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Assim foi dito.
Sou um corpo mornado, uma alma feita de nuvens afundadas em esquecimento. Meu corpo pode se dividir em caminhos opostos. Posso te levar até a tranqüilidade do paraíso, mas também posso te guiar as cegas até o inferno mais quente. A insanidade de minha mania de fazer você ter prazer ao me tocar é apenas uma questão lógica, uma questão de sobrevivência. Eu tenho que te ver bem, eu tenho que estar bem com você. Quando me sinto longe de você, me sinto desfalecido. É como se por toda a minha vida eu vivesse com a luz apagada, e de repente, você chega com uma luz tão imensa, capaz de iluminar o mundo mais sombrio. Mas não posso negar, algumas mulheres me atraem. Algumas mulheres me chamam a atenção, mas só para eu julgá-las e perceber que você é melhor do que todas. Viver sem você é como se eu vivesse sem meu coração. De tanta frieza que um dia eu tive, imagino que eu consiga viver sem ele. O impossível mesmo é viver sem ela, a dona dos olhos que me domam. Que fazem dos meus sentimentos uma censura sem escalas, um medo eloqüente e inconseqüente de amar.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Velhas paredes.
Enquanto os ponteiros se tornam meus inimigos, deleito-me nas lembranças daquelas paredes. Daquelas paredes que apesar de mudas, tem tantas histórias a contar. Momentos ali eu enxerguei a vida com ares diferentes quando sorria. Momentos ali eu preferia esquecer, pois me afogo nas lembranças somente em pensar. Por tantas vezes por lá passei pensando em alguma dor, alguma sensação, algum amor simplesmente. E agora o tempo voa corriqueiro. As histórias virarão lendas, os sorrisos serão uma mera recordação. E por mais que o obelisco da vaidade e do egoísmo faça-me traçar caminhos diferentes daqueles que eu amo, poderei afirmar que sempre os terei comigo. Um dia as cartas virarão cinzas, os rostos talvez se percam no caminho. Dores causadas pela inveja não serão mais sentidas, mas jamais nos sentiremos surdos, pois aquelas velhas paredes mudas ainda nos tem muitas histórias a contar.
(Denis Scarpa)
Eu vou tentar.
Eu vou tentar mesmo que seja para perder. Eu vou correr mesmo que seja só para me cansar. Você me diz para eu não amar, mas a insatisfação que corta meus ouvidos me faz nadar em águas opostas. E enquanto a brisa do verão me guia até o inverno da doce solidão, caminho em estradas movediças e marejadas. Eu vou sorrir mesmo sabendo que o que será mais notado é a minha lágrima morrendo no chão. Mesmo que o mundo espanque minhas emoções, esse é o amor que eu sempre sonhei. E mesmo que eu tenha que voltar para aquele estado de ficar em transe por apenas um rosto, eu estarei feliz. Olhe para cima, eu vôo bem acima de seus sonhos mais afogados. Eu quero lutar pela verdade, mesmo sabendo que a mentira irá vencer. Quero combater meu coração, mesmo correndo o risco dele sofrer um nocaute. E a solidão que agora se transforma em canção, faz meu mundo girar em nossas lembranças. Quero ainda poder pairar sobre seu peito, deleitar sobre seus seios e alimentar a ansiedade de seus sonhos. Eu vou tentar, nem que seja para morrer. Tentarei por uma última vez sorrir para te salvar da doce entrega da solidão.
(Denis Scarpa)
domingo, 21 de agosto de 2011
Olhe firmemente em meus olhos.
Olhe firmemente em meus olhos, e crie coragem de dizer que nunca irá me deixar. Que nada do que foi feito, foi um ato em vão. Olhe firmemente em meus olhos, e apenas diga olá. Faça do momento uma eternidade em meras palavras entortadas. Olhe firmemente em meus olhos, e diga que enxerga o seu destino ao meu lado. O que era considerado letal, hoje é um meio de ser apenas real. Olhe firmemente em meus olhos, e diga que a saudade só é menor que nosso amor. Que o calor é uma chama tão forte que jamais terá condições de se apagar. Olhe firmemente em meus olhos, e faça de cada toque uma superação, uma lição. Que as escritas do nosso caminho sejam mais legíveis que o nosso meio de ser feliz. Olhe firmemente em meus olhos, e me prometa nunca soltar minha mão. Nunca pausar a canção, mesmo quando chegar o solo mais arrepiante ou o berro mais eloqüente. Olhe firmemente em meus olhos, e me diga que é verdade. Que tudo o que fiz, até morrer por ti foi uma coisa real. Olhe firmemente em meus olhos, e diga que nunca haverá um fim. Haverá apenas uma vírgula, uma chance de recomeço.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sempre jovem.
Pegue meu coração para você, mas prometa devolver os cacos. De todas as cartas que eu escrevi, a sua eu escrevi com sangue. Por mais bendito que pareça, meu coração já foi muitas vezes apedrejado. Eu perdi a confiança e talvez até mesmo a confiança. Mesmo que eu tenha que mentir para proteger uma verdade, eu permanecerei jovem e contigo. Para sempre jovem é uma dádiva que poucos alcançam. O sofrimento deixa desenhos em nossa pele. E por mais santificado que seja a alegria de ter alguém do seu lado, as cicatrizes às vezes ressurgem como forma de extremidade iludida. Para sempre jovem eu quero ser. Jogar minha bengala para cima e dançar com um copo de conhaque numa chuva tão intensa como meu coração de dezessete. Faça do momento uma relação amorosa, que não seja rápido e tão pouco uma coisa passageira. Faça da juventude mais do que um momento, um meio de existir a eternidade. Seja para sempre jovem. Corra entre meados e canudos, entre conflitos e bagulhos. Mas seja sempre jovem, para sempre.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
É bom lembrar da infância, dos nossos anos incríveis.
Nunca fui solitário, pois sempre tive a mim mesmo para brincar. Caçava coisas que pudessem servir de armas, tochas, bussolas, decorava filmes e os refazia do mesmo jeito, do meu jeito. Não via o tempo passar, não me imaginava crescido, maduro. Na verdade, ainda não me vejo assim. Sempre me imaginei feliz com uma bela mulher do meu lado, me dando dois filhos, um casal. Mas isso poucas vezes tomou conta do meu raciocínio. Queria mesmo era brincar, ouvir música agitada e ficar girando sem parar no meio da sala. Adorava ficar sozinho. Me imaginava num grande filme de ação no qual eu era protagonista. Sempre gostei da idéia de ser um super herói. O meu favorito era aquele que eu tinha na imaginação, saindo do meio das chamas, dos escombros, carregando uma criança e sendo seguido pela multidão que acabara de salvar. Diversas vezes, fui castigado verbalmente pela Deusa que me concebeu ao mundo, por ficar até o raiar do dia fazendo a minha maratona de filmes favoritos que eu tinha em casa. Passavam-se os dias e eu ainda tinha poucos amigos na visão familiar. Eu era caseiro. Mas era em casa que me sentia seguro. Por conta dessas aventuras, hoje tenho facilidade de ficar acordado por um bom tempo. Não digo que fui um garoto sonhador, apenas tive uma imaginação bastante fértil. Chegou então o dia em que eu simplesmente dormi. E o garoto que existia dentro de mim, que adorava brincar e fazer as pessoas sorrirem, cochilou. Um dia então acordei, olhei fundo para o reflexo dos meus olhos e disse “eu quero crescer”. E cresci. Conheci as coisas boas da vida. Como uma nota suave, fui me guiando e fluindo até os caminhos que Deus me mostrava. Conheci bebidas, mulheres e sentimentos. Coisas que fariam tanta parte da minha vida, que por instantes longos eu havia transformado o que acontecera com o garotinho, de cochilo para um coma induzido. Foi duro crescer. Esqueci de tanta coisa que me animava, me alegrava, me fazia querer viver. E então, eu acordei o garoto eterno dentro de mim. E hoje ele toma conta de mim. Fazer com que as pessoas sorriam é a melhor coisa que eu gosto de fazer. Ser diferente e ser tachado como esquisito? Já to mais que acostumado. Carrego isso comigo, desde quando eu era apenas uma criança que queria crescer. Agora hoje sou um homem, que jamais abandonará a criança dentro de si, e os verdadeiros amigos que fizeram de uma simples brincadeira imaginária, uma fonte de vida eterna.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Nossa origem.
Dirijo-me a vocês agora com apenas um ideal: o de espalhar a calmaria. Dias difíceis nos foram entregues, e não nego a ninguém que dias difíceis poderão esbarrar em nossos ombros pelo caminho da paz e da liberdade. Devemo-nos lembrar daqueles que perderam suas vidas para defender não só seus ideais, mas também o seu povo. O mesmo com quem me dirijo agora com o coração apertado. Superamo-nos desafios demasiados conturbadores. Tiramo-nos forças de onde só extraia-se sofrimento. A fé que um dia pareceu ser nossa aliada, nos dias atuais tornou-se inimiga daqueles que deveriam cobiçá-la e respeitá-la. O mundo que um dia foi nossa casa amanheceu em chamas. Lágrimas de pessoas, não somente de civis, não somente de autoridades, mas lágrimas de inocentes. Devemos manter o que mais valioso temos dentro de nós. Devemos manter a realidade da bem feitoria. Devemos ignorar o sofrimento e seguir em frente, mesmo que isso custe conviver com a ausência de homens e mulheres que se foram por lealdade a sua pátria. Cada homem em cada canto do mundo tem o seu objetivo, tem o seu meio de lealdade a sua civilização, a sua origem. Do carpinteiro mais humilde ao promotor mais respeitado, existe um ardo caminho de diferenças e semelhanças. Fazeis com que esse caminho seja repleto de esperança. Pois somente vós tendes esse poder de consumação. Sonhos não podem ser destruídos de uma maneira tão simples e fútil. Alguns anos atrás, o mundo parava para ouvir o que tinha a dizer um homem que superava desafios e preconceitos, para encarar o mundo em busca da realização do seu sonho. Não deixemos que homens como ele, ou homens como aquele que morreu defendendo a honestidade, ou aquele que morreu defendendo sua bandeira. Não deixemos que homens como esses tenham as suas atitudes encaradas como nada além que cinzas ao vento. Morra para defender seus sonhos, pois eles são seus e de ninguém mais. Não tornemos em vão a morte de pessoas tão competentes consigo mesmas como essas citadas a vocês. Tomem-nas como exemplo e façam o seu futuro valer à pena. O sonho de cada um é construído da maneira que cada um imagina, de uma forma completamente aleatória. Porem, esses sonhos diferentemente projetados, tem o mesmo meio de realização. Superar os obstáculos mais árduos é a melhor maneira de começar. Comecemos agora acreditando em nosso potencial. Fazendo da nossa origem a melhor forma de inspiração para enfrentar os desafios.
(Denis Scarpa)
Salvo pelo amor.
Agora eu posso parar de chorar. Parece que enfim, toda dor se foi. O prazer veio me cumprimentar e o sofrimento se despediu. Meu corpo agora é controlado por esse sentimento. Sinto-me incendiado pelo calor do seu beijo. Não quero que isso acabe. Não quero que haja um modo de impedir que isso se faça infinito. Quero fazer de cada toque uma nota musical que me dá prazer e uma forma absurda. Tirar suas roupas, fazer do seu corpo a minha poesia. Quero te fazer eterna. Quero te ver feliz. Meu medo de ficar sozinho foi substituído pelo medo de ter perder. Agora eu digo que está tudo bem quando de fato está. Eu fui salvo pelo amor, e não cansarei de afirmar. Enquanto estava mergulhado em um mundo de sombras e me afogando nos meus medos, você me deu sua mão e me trouxe até a superfície do seu amor. Eu chorarei muito contigo, sempre de alegria. Quero te perder e vou te perder todos os dias. Só em pensar que morrerei para te reconquistar todos os dias já me dá um alivio. Eu fui salvo pelo amor. Seu sorriso, sua carne. Seus medos e sua alegria. Fazem de você a mulher da minha vida.
(Denis Scarpa)
Como é bom te amar.
Vejo você chegar e sinto como se meu mundo se cobrisse de luz. O calor do seu corpo é a melhor razão que tenho para viver. Quero te conquistar todos os dias, em todos os momentos. Quero perder a cabeça e te perder. Fazer-te sofrer. Quero te amar, e ao mesmo tempo quero te odiar. Nunca saberei de fato como tudo começou. Sei apenas que esse calor é uma chama tão intensa que mesmo que eu quisesse não conseguiria apagar. Até mesmo o sonho mais assustador me faz te desejar. Aqui no lado escuro da vida, onde bate meu coração gelado, você acende uma vela e faz a luz crescer. Seu olhar que eu tanto procurei mesmo sem saber de sua existência agora parece meio marejado. Você me tirou das rochas e me guiou até as nuvens. O frio da noite não é um abalo, pois minhas asas sempre irão de aquecer. E mesmo que o mundo continue a desabar e a desandar de tal maneira, quero segurar firme em sua mão e fazer desse momento mais do que uma coisa nossa. Mais do que uma coisa a ser lembrada. Quero fazer desse momento uma coisa eterna. Deixe eu te abraçar e ficar te girando no meio de uma rua qualquer. Deixe-me te dar o meu amor e te acordar todos os dias com um beijo com saber de prazer. Meu coração pulsa de uma maneira que a camisa transparece. Amar nunca foi minha prioridade, ser feliz sim. Quero escrever coisas absurdas e deliciosas no seu corpo enquanto você dorme. Sempre irei passear uma rosa no seu corpo durante toda vez que quisermos ter um momento a mais de excitação. Morderei seus lábios com uma intensidade tão grande, tão absurda que acabarei deixando claro que você não me pertence, mas deixarei claro que somos um. Quero sempre sussurrar no seu ouvido o que você sempre irá querer ouvir. Vamos substituir as lacunas deixadas pelos sofrimentos do passado por um sentimento mais belo e verdadeiro. Dê-me a sua mão e faça de mim seu homem. Deite-me na sua cama mais confortável e me faça delirar nos seus carinhos. Por você eu sempre serei verdadeiro. Por você eu sempre irei tentar novamente. Por você eu irei arriscar o que para muitos não vale à pena. Vamos fazer da noite nossa maior inspiração. Vamos correr juntos para aumentar a nossa paixão. Quero que você cuide de mim. Quero que você me ame. Quero ser seu a cada dia, da mesma forma que quero que você seja minha. Vamos deixar nossas roupas pelo caminho, não precisaremos delas. O que nos aquece está dentro de nós. Quando estou com você me perco no tempo, me sinto confuso estando parado. Eu quero ser seu sempre, a cada dia que passa, meu coração me dá a certeza de ser você. Quero um dia poder dizer “você não é só uma mulher. É a mulher da minha vida”. E eu creio nisso. Tão certo como as chuvas virão com intensidade, eu sei que o nosso amor não deixará obstáculos no caminho para nossa felicidade. Porque eu te amo. Quero você, só você. Quero deitar sempre com você e te acordar com um beijo na nuca. Quero sempre sorrir, quero sempre gritar. Gritar para o mundo como é bom poder te amar. Eu vejo a nossa aliança e sorrio, dou gargalhadas parecendo um lunático. Talvez eu seja. Ninguém consegue amar alguém da forma que eu te amo. Talvez um dia acabe. Talvez um dia vire cinzas. Mas nunca deixará de existir, porque uma coisa bela dura para sempre. E mesmo que minhas palavras sejam vistas como monótonas e sem sabor, saiba apenas que de mim nunca lhe faltará amor. Porque eu prometi ser fiel a você, fiel ao nosso sentimento. Quero sempre te dar a certeza que você já me deu. A certeza de saber como é bom te amar.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Amor, meu grande amor.
Amor, minha fonte de entrecho. Um momento de afeto e de lapidar um rochedo. Amor, um perfume que exala sangramentos. Faz de um sofrimento uma coisa tão dura quanto à morte. Amor, verdades tão mal ditas que usam a máscara da mentira. Convencem até os mais sábios a aderirem ao masoquismo. Amor, espada afiada de cada olhar. Um momento de devaneio para cada sentimento. Amor, faz da solidão uma arma contra a divindade. Encontra em um encanto uma forma de se soltar. Amor, um mar em fúria que lhe afoga quando menos espera. Em águas doces, você perde o rumo em suas lágrimas. Amor, um destino sem causa. Um momento eternizado através de cicatrizes. Amor, o começo de cada fim. O meio de cada instante. Amor, a perda da razão. O início da perdição. Amor, o perdão dos incertos. A causa de cada afeto. Amor, apenas uma palavra. Uma causa entre outras só por um significado.
(Denis Scarpa)
Tenha seu próprio meio de liberdade.
Fique. Eu peço que fique sentimento aguçado de revelações. Voe sem medo de cair, sem medo de se machucar. Faça da vida seu brinquedo frágil, faça dos seus sentimentos um completo SOS. Sinalize suas emoções, a vida é um trago que não mata e um momento que não morre. Esteja onde estiver que permaneça por você. Faça das cartas queimadas pelo coração uma recordação do acaso. Tenha seu próprio meio de liberdade, faça da sua metade triste a mais alegre de todas. Volte no tempo e concerte tudo que não tem esperança. Aproveite a vida como se fosse um raio prestes a atingir o chão, por mais veloz que seja você terminará por explodir. Supere uma vida como se fosse uma escassez profunda. Dê sentido ao sentimento mais vazio, pois são deles que acabamos por viver.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Coração lapidado.
Um coração lapidado em gelo faz de uma afeição uma imperfeita indecisão. Trevas são pregadas no destino de cada homem. Essa é uma lição a se respeitar. As notas mais suaves a serem tocadas são aquelas redigidas pelas lágrimas. Um coração apaixonado lateja com tanta intensidade, que uma coisa tão bela chega a ser semelhante ao anjo negro. É tão simples viver sem sofrimento quanto andar sobre cimitarras apontadas para o norte. O brilho já sumira de seus olhos e o prazer de seus lábios ainda me envenena. Tendo os ponteiros a serem enfiados em meu peito como forma de evitar um sonho inevitável. Fazer da chuva uma coisa passageira e do vendaval uma coisa corriqueira. O aroma sentido vindo do horizonte nos faz mergulhar em sonhos paralelos. E enquanto o homem encontra uma razão para o amor, o destino o apunhala por sua indiscrição. Cada gota de sofrimento é um prato cheio para qualquer encenação. Para qualquer meio de realizar o desconhecido é necessário fazer as coisas lapidadas em gelo.
(Denis Scarpa)
Eu ainda me perco por você.
Minha fome se tornou uma agonia de dias contados. Uma afeição sem doçura por mero apreço. O fato de a chuva cair em contra mão, faz com que eu recolha os cacos da minha insanidade. Nunca fui uma ave que voa na mais mera simplicidade. Uma fração resolvida pela beleza do seu rosto. Eu ainda me perco por você, querida. Minha mentalidade está reduzida ao pó. Eu ainda espero seu retorno, querida. Saia dos meus sonhos e venha dormir comigo sobre os ponteiros do tempo. Eu ainda me por você, querida. Faça da vida um sonho realizado, está noite, para mim e para você. Tudo fora de controle, às pessoas talvez não saibam amar. E por isso, se cortam e se matam aleatoriamente como uma esperança de não partir. Eu ainda me perco por você, querida. Minha mentalidade está reduzida ao pó. Eu ainda espero seu retorno, querida. Saia dos meus sonhos e venha dormir comigo sobre os ponteiros do tempo. Eu ainda me por você, querida. Faça da vida um sonho realizado, está noite, para mim e para você.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Jogue duro e brinque com a vida.
Faça da solidão um copo cheio de prazer. Conquiste seus ideais no meio da completa indecisão. Domine com vigor a arte de seduzir. Pois é com ela que você tem poder sobre as pessoas mesquinhas. Faça do seu corpo o seu diário e das suas tatuagens as suas histórias. Crave na eternidade o momento mais singelo e estúpido, pois são eles que remam nossas vidas. Embriague-se sem medo de não levantar mais. Já amou e teve seu coração arrancado, e esse não é o tipo de coisa que se senti como uma pena. Faça dos ponteiros o caminho para o mar, e então corra sobre as águas sem medo de afundar. Conquiste em cada dose uma chance de se eternizar.
(Denis Scarpa)
Você me faz querer ficar.
Mesmo que seja só pra conversar com as paredes, não quero que vá. Eu ainda acredito no nosso sentimento. Por mais insano que pareça, o dinheiro é a coisa de menos valor que eu tive. E agora eu sei que não vou suportar seu adeus. Você me faz querer ficar mesmo quando estou me sentindo expulso. Quero segurar sua mão só por mais uma vez, quero que segure firme em meus cabelos e me faça viajar no sonho mais distinto e bonito. Não é um fardo, é uma promessa que eu nunca quebrarei. Independente do que você diga tudo o que eu quero é ficar aqui contigo e ver a noite terminar apoiado em seu amor. Seu corpo é um desenho perfeito dos Deuses, seus lábios carregam o veneno da perdição. Sua voz que tanto me causou devaneios me faz ainda acreditar no mais belo amanhecer. Eu agora posso sentir o que você antes apenas me sabia dizer, você me faz querer ficar. Mesmo que o nosso corte nunca cicatrize, faça do momento uma coisa nossa. Das roupas despidas e jogadas nossa história, nossa memória. Faça-me querer ficar mesmo depois que tiver que soltar sua mão. Faça-me sentir medo até da vitória mais segura. Apenas me deixe ficar, e te beijar até o mundo terminar de desabar.
(Denis Scarpa)
Amor beirando a extinção.
Nossos sentimentos são adagas voltadas para nosso raciocínio. Afogar os sentimentos na embriagues não faz com que as maldades sumam. Mas serve como uma boa anestesia para a dor. Meu amor está beirando a extinção. Sinto-me perdido perante os espinhos do jardim da minha vida. Não ligo mais para dor e tão pouco para sentimentos obsoletos. Faço de cada tristeza uma urna recheada de cinzas. Que sempre arremesso em direção as profundezas como forma de esquecimento. E meu amor entrou em extinção. Cansado de procurar abrigo no meu verdadeiro amor, fui direto em direção aos braços de meu grande traidor. Pois a modéstia que faz de mim um homem me domina com correntes acarretadas em punhos. Escrevo até minha mão sangrar, até meu pulso partir. Quero fazer de cada momento uma inspiração para fazer o que é incoerente e o incerto. Praticar a arte da sensualidade é apenas um dos meios de ser feliz excitadamente. O espelho por fim, trincou meu reflexo e me aprisionou nas suas lembranças. Mergulho de cabeça num mar repleto de agulhas, enquanto pairo para ver meu amor beirando a extinção. Um meio nada convencional de viver, de amar, se sofrer.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Lembranças afogadas.
A eternidade encontra-se nos olhos de um momento. Meu coração ai não conseguiu se reconstruir, os estilhaços ainda cortam meu peito. Eu dormi demais e quando acordei já era tarde demais para partir. Você não estava aqui, tudo o que eu tinha eram uns trocados, uma lembrança de um momento. E o brilho do sol veio martelar o meu rosto com sua afeição. Foi uma sensação de ressurgir do fim. Agora meus olhos finalmente podem ver seu amor. Meu corpo que tanto exalava sofrimento, agora derrete pelo calor do seu corpo. Lembranças afogadas no copo do destino, em cima da mesa da vida. Seu toque converte cinzas em cartas de perdão. Seu aroma faz o mundo resvalar em sua própria busca de prazer. O momento foi derretido pelo esquecimento. As lembranças afogadas na maré da paixão. Ainda sinto-me caindo pelo poço da sensação de amar. Sinto que seu toque pode me salvar, sinto que a vida pode ter um novo significado. Um novo meio, afinal, para ressuscitar as nossas lembranças.
(Denis Scarpa)
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