terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu vou tentar.


Eu vou tentar mesmo que seja para perder. Eu vou correr mesmo que seja só para me cansar. Você me diz para eu não amar, mas a insatisfação que corta meus ouvidos me faz nadar em águas opostas. E enquanto a brisa do verão me guia até o inverno da doce solidão, caminho em estradas movediças e marejadas. Eu vou sorrir mesmo sabendo que o que será mais notado é a minha lágrima morrendo no chão. Mesmo que o mundo espanque minhas emoções, esse é o amor que eu sempre sonhei. E mesmo que eu tenha que voltar para aquele estado de ficar em transe por apenas um rosto, eu estarei feliz. Olhe para cima, eu vôo bem acima de seus sonhos mais afogados. Eu quero lutar pela verdade, mesmo sabendo que a mentira irá vencer. Quero combater meu coração, mesmo correndo o risco dele sofrer um nocaute. E a solidão que agora se transforma em canção, faz meu mundo girar em nossas lembranças. Quero ainda poder pairar sobre seu peito, deleitar sobre seus seios e alimentar a ansiedade de seus sonhos. Eu vou tentar, nem que seja para morrer. Tentarei por uma última vez sorrir para te salvar da doce entrega da solidão.

(Denis Scarpa)

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