segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aqui há um amigo por ti.


Escuto o seu soluçar trincando o silêncio da escuridão. Sinto as gotículas marejadas dos seus olhos umedecerem minha face. Posso imaginar você voando sobre mim com asas quebradas, porém, capazes de te levar até o paraíso dos meus braços. Minha querida aqui há um amigo que te guiará quando a arma falhar, o escudo rachar ou o mar te afogar. Sob o brilho do luar, você caminha como se procurasse algo que conhecesse. Mas minha mão está bem aqui, para te salvar de toda dor, te fazer ter coragem diante da fera voraz que o destino enquadrar em sua vida.

(Denis Scarpa)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um meio de servir.


Em clemência está aquela virgem sedosa por um adorno que a console. A perdição consagrada e encorajada da fornicação. O desejo de pernas entrelaçadas na remota duvida da fidelidade. O vinho derramado em carne mostra o quanto é tentador o desejo pelo pecado. Os estalos sentidos nos músculos de nossas pernas são um sinal de que o momento está ficando intenso e perigoso. Ovacionados sejam aqueles que penetram sem medo de serem esquecidos. O prazeroso da vida é acordar depois de uma pestana com gotas de orvalho deslizando por suas curvas desvendáveis. O medo incansável de ser poderoso no meio de suas pernas. Seus seios fartos e firmes fazem de qualquer momento, o meio mais curto de alcançar o infinito. Não gostaram de minha citação, nem qualquer outra declaração baseada na sinceridade. Deixe eu trepar com seus pensamentos enquanto o destino trepa com minha prazerosa agonia de ser eu mesmo.

(Denis Scarpa)

Supremacia na escuridão.



(o show vai começar)

Não importa o quanto você grite
O seu mundo nunca irá se calar
Você pira tomando anestésico
Como se não fosse te matar
Num mundo sem tantas cores
Você não é diferente do nada
Nem é perfeito ou promiscuo
Ao sulfato perdido da verdade
Ele pulsa latejante em suas veias
Você chora ao tinir de suas cordas
Anseia por seu solo, por seu berro
Quem está de fora é só mais um
Perdido entre tantos na popularidade
Conquistando meios pontos na vida
Amarelando diante da excitação
Soterrado por uma avalanche de emoção
Diante do medo e da igualdade
O que se preza são o amor e o respeito
De uma supremacia na escuridão
Tão certa e cega, como uma navalha velha
São os que pensão nos peixes miúdos
Que agem como se fossem pirarucus
O palco está agitado, e você sentiu a batida
Que pulsou forte firmemente no seu peito
E quando você pensou que iria morrer
As luzes se ascenderam e o mundo clareou
Mas o que se sentia ainda estava lá
Até o ultimo grito, o ultimo solo
A perfeita razão de ser um louco
Um perdido na noite, na escuridão.

(Denis Scarpa)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cambaleando nas emoções.


Está por amanhecer. Querida, não tema. Meu braço ainda te envolve para te proteger e aquecer do frio. Seus bilhetes estão grudados nas minhas costas. Meu olhar marejado te vigia e você nem percebe. Olho pra você e vejo uma gotícula limpar sua face. Você observa meu corpo como se ele fosse o papel da minha poesia que te conquista. A incerteza que você carrega no olhar é do tamanho do medo que carrega no coração. Agora, dê-me sua mão e corra comigo até o final do céu. Lá o deserto é úmido e o medo é guerreiro. As lágrimas são salgadas e o sofrimento é gostoso. Depois de apoiar sua agonia no meu ombro, você deleita suas tristezas sob o meu peito. Eu gosto. Faço de tudo o mais perfeito sonho. Antes que acabe, apenas uma coisa... Eu te amo...

(Denis Scarpa)