Denis Scarpa
Vivo perdido perante meus pensamentos. Caminho sobre as nuvens da minha imaginação. O encanto das palavras nada mais é do que um feitiço que nos faz acreditar no impossível. Minha linhas escritas são o melhor desenho que tenho do meu interior.
sábado, 13 de julho de 2013
Pista de Sentimentos.
Olhe para cima, enxugue o rosto, engula o choro, pare de soluçar, relaxe os ombros, descanse suas lágrimas. Sorria com cautela e vá para o banho. Demore o quanto quiser, é o seu direito. Na rua você recolhe alguns papéis do chão, se o problema for o meio ambiente. Aproveite e recolha seu coração e guarde bem, sem que ninguém possa encontrar. Paquere um pouco, beba uma tequila, talvez com um pouco de limão. Fume um cigarro, irá te fazer bem. Ou então vá para a pista, e mostre ao mundo a sua vida. Não fique em casa se lamentando por suas falhas e pelas coisas que não deram certo. Faça um novo plano. Coloque uma roupa bonita e aquele perfume atraente. Maquie o seu sofrimento. Esconda do mundo a sua fragilidade. Exponha sua força. A música pode ter parado, mas a dança pode continuar. Haja sem medo de errar. Ame sem medo de se machucar. Pense bem antes de agir. Um momento é inesquecível. Então faça cada momento valer a pena em ser lembrado. Cuide da sua vida como quem cuida de um jardim. Não deixa as emoções murcharem. O mundo está na pista, esperando para te receber. Agora chega de sofrer. Beba mais um pouco dessa emoção nova, e seja feliz.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Soneto Constante.
No teu olhar voraz nasce uma aurora incandescente,
Escuridão do mundo, a luz de uma atração é o suficiente
Tuas gotas de agonia derramadas num breu de esperançosos
Toques, agora vazios, sem uma gota de constância.
Na palidez do seu colo, habita o conforto dos meus prantos,
Que no recanto de suas curvas, acaba realçando meus encantos
Pela doçura de seus lábios, me embriago de paixão,
Como um poeta em êxtase numa ativa inspiração.
E dos versos mais alarmantes, vivem os mais errantes
Vivendo do doce acaso, e quem a vida faz de seus amantes
Durante a morte da alegre aurora, surgindo o crepúsculo e sua depressão,
Que transforma o mundo iluminado numa infinita escuridão.
A nessa imensa escuridão habita a carência,
Uma forma falível de falecer nossa inocência,
Tão certo como quem mata, e não assume em primeiro instante,
São as línguas afiadas que tentam matar sentimentos de forma constante.
(Denis Scarpa/Walkiria Miranda)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Tempo Perdido.
Meus olhos estão transbordando de sofrimento. Eu queria estar na rua, perdendo a minha insanidade, mas estou aqui amordaçado pela saudade do seu colo. Meus braços têm cicatrizes que contam histórias, minha boca tem a sedução de todos os Deuses, e o teu corpo tem a perfeição que me falta. Roupas no chão, sapatos travando a passagem. Eu queria gritar para todos saberem o quanto estou em pânico. Minha garrafa esvaziou, assim como meu sentimento por você findou. Estou a pão e água do seu carinho, só queria ter você agora, para acabar com meu pânico. Estou morrendo e ninguém se importa. E numa manhã qualquer, meu nome virou manchete. Era o fim do meu estado novo, da minha conquista. A vida me libertou de sua ditadura, e a morte me estendeu sua capa preta, e se revelou um anjo sensual e virtuoso, melhor do que eu pensava. Não era o fim, era o recomeço, além das sombras que meus olhos enxergavam.
(Denis Scarpa)
Amar nos deixa Frágeis.
Mergulho na saudade do seu olhar. Viajo nas constelações que giram em torno de mim, toda vez que te toco. Mato minha fome de prazer ao tocar seus doces lábios. O sábio me disse que eu devia te esquecer, aprender a descarrilar nosso amor. Mas o destino enfileirou minhas esperanças, e uma a uma foi derrubando lentamente. O sábio, no entanto, me ensinou a compreender, que na calada da madrugada, eu visito seu corpo nas profundezas dos meus sonhos. E então eu aceitei que você jamais voltaria, e que meu coração jamais ficará inteiro novamente. O final é uma lei da vida para os tolos que acreditam que a esperança é mortal. Tal como o amor é puro e sem doenças para os tolos que brincam de sentimentos.
(Denis Scarpa)
Martírio.
De passo em passo, ao caminho da escuridão
Perdôo agora por ser o martírio de minha vida
Voa alto, voa longe, ave negra da ressurreição
Perdendo suas penas na inconstância do acaso
Seu frescor venenoso atiçou meu coração
Na lapela ainda carrego seu aroma, o teu cheiro
Cheiro de libélula que foge do destino, com medo
Medo do homem e de suas armas que lhe afugentam
Dando fuga aos sentimentos do bravo desconhecido
Dando um tapa na cara da morte com sensatez
De imediato, estou morto. Mas ainda assim amo
Pois ainda é o martírio de minha vida
E como todo ser humano, eu almejo sofrimento.
(Denis Scarpa)
Mais Do Que Momento.
Fico pensando nas vezes em que errei
Queria ter a chance de recomeçar do zero
Tentar novamente a perfeição para você
Fazer do seu coração meu estigma de amar
E nesse momento, em que você vem até mim
É mais do que um momento qualquer
Eu quero abraçar você, mas me seguro firme
Não sei por que, algo está caindo de meus olhos
Eu sei, poderia ter continuado tentando até o fim
Fiquei na espreita pelo momento certo
E gritei para o mundo seu nome que tanto me arrepia
O sussurrar de seu amor em meus ouvidos
Causa-me o fim do sofrimento
Te seguro firme por tua mão e levo para o salão
Te pego no colo como se fosse meu bebê
E no fim, eu sei que é
Algo dentro de mim está queimando
Acho que estou apaixonado por você
Anjo preciso tanto de você
Assim como esse momento precisa da eternidade
Anjo preciso tanto de você
Eu prometo, não será apenas um momento
Será uma coisa forte, eterna
Será um momento, seu e meu.
(Denis Scarpa)
Caminhando pela Vida.
Lentamente a chuva cai
Uma lágrima revela tanto
Espontâneo como o amor
Diz que tudo ficará bem no fim
Uma bela mulher dançando
É a forma perfeita de paraíso
Apesar de ver rosas a minha volta
Ainda vivo entre os becos escuros
E minha face desenhada no céu à noite
Comprova que ainda não estou cativo
Ainda não sei sonhar, não sei como fazer
Seja com a porta fechada ou não, eu me perco
Preciso dar um giro em volta do meu mundo
Buscar a realidade só por diversão
E gotas congeladas caem do céu
Minha janela já está embaçada com meu choro
E estou perdido, perante as rosas queimadas
E ainda não sei sonhar, não sei como fazer
(Denis Scarpa)
Saudade de Lembrar.
Lembranças ricas, cheias de falhas. Lembranças lindas, cheias de falas. Lembranças tristes, cheias de dor. Lembranças esquecidas, cheias de tanto amor. Lembranças vividas, ricas de imaginação. Lembranças boas, ou nem tanto assim. Lembranças fúnebres, cheias de carência. Lembranças sentidas, com tanta ausência. Lembranças perdidas, no jardim do tempo. Lembranças fornecidas pelo vago contra tempo. Lembranças são apenas filmes esquecidos. Uma vantagem em se levantar do atual sofrimento, recordando-se dos velhos sorrisos.
(Denis Scarpa)
Mero Adeus.
Hoje o dia amanheceu mais escuro do que de costume. Um anjo querido, que zelava por mim, que assegurava que tudo o que eu fizesse na vida, seria algo bom, algo de bem, partiu. Meu coração está lapidado com o derramar de minhas lágrimas. Um pedaço grande de mim se foi enquanto eu dormia. Nunca fui um ser perfeito, sempre fui um humano que erra. Nunca conquistei mais do que cobicei. A cobiça envenena a alma do homem e mancha sua liberdade. Levantemos e fiquemos com a cabeça erguida. O mundo gira e parece que não notamos. Uma brisa nos guia até o por do sol, e mesmo assim ficamos ansiados apenas pela chegada de um único dia. A maior beleza do universo não tem se visto com freqüência, muito menos, praticado com freqüência. Sejamos fortes e unamo-nos contra o mal. A Guerra, como foi dito certa vez, nunca traz o bem, e sim, sempre o mal. A doença que me derruba tem cura. Qualquer dose de comprimidos contendo alegria derruba uma depressão.
(Denis Scarpa)
Frágeis Emoções.
Olho para as estrelas, em busca do seu olhar;
Seja lá onde esteja, eu sempre vou te amar.
Teu brilho, teu sorriso. Teus meios, teus anseios;
Teu calor carrego ainda dentro do meu peito.
Suas lágrimas escorrem por minhas pernas;
Irei, em breve, fazer suas alegrias eternas.
Tuas cartas, com carinho ainda esfrego;
Da mesma forma que me entrego.
Ao teu amor, ao teu calor;
A tua forma de esquecer a dor.
Teus lábios com a doçura do pecado;
Fazem o mais frágil ser se sentir amado.
No deleito dos seus braços eu me afogo;
Na ternura do seu corpo eu me sufoco.
E no afago da saudade eu me desprendo;
Casado com sentimentos continuará sendo.
O pobre poeta sem razão no coração;
O pobre homem em busca de sua paixão.
E nos orvalho da manhã mais abundante;
Eis que encontro o prazer mais excitante.
No degustar de seus meros sentimentos;
Sinta-os cercados pelo ar anjos atentos.
E no dedilhar dessa melódica composição;
Anseio por afligir seu amável coração.
(Denis Scarpa)
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