Vivo perdido perante meus pensamentos. Caminho sobre as nuvens da minha imaginação. O encanto das palavras nada mais é do que um feitiço que nos faz acreditar no impossível. Minha linhas escritas são o melhor desenho que tenho do meu interior.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Prazer procurado numa sensação idealizada.
Um caminho curto mal realizado pode ser considerado um alpinismo sem corda rumo ao desconhecido. Entre uma alucinação e outra, você é dominado por um paraíso de pedras. Cada gota de prazer é uma dose a mais de sofrimento abraçado a solidão. Entre devaneio e realidade, você se perde nos seus próprios pensamentos. A fera que ruge dentro de você clama por alimento, mas esse alimento nada mais é do que sua própria consciência. Por mais que você aceite seus defeitos, reconhecê-los nunca os farão desaparecer. Os loucos que sofrem diariamente enfrentam além de sua insanidade, a sua própria racionalidade. O prazer pela vida se baseia no amor e não num pedaço de papel. Quando não se têm controle do que se faz, sua vida é levada pela mesma brisa que levou as cinzas da sua ceda.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O amor em cada tom.
Ela invade meus sonhos enquanto deslizo nas nuvens da minha imaginação. Ela faz do meu corpo a carta ideal para suas letras. Ela me domina como se eu fosse ceder a qualquer custo. Ela faz do meu mundo uma caixa tão imensa, que a própria dor teme em se perder. Ela é a segunda chance para qualquer erro que eu venha a cometer. Ela é o calor do meu imenso frio. Ela é o perdão do meu arrependimento. Ela é o lenço que seca minhas lágrimas. Ela é a emoção que obedeci minhas lágrimas. Ela é o encanto dos meus ouvidos e a sabedoria dos meus olhos. Ela é a beleza que eu conquisto. Ela é o amor da minha vida. Ela se chama música. Ela está comigo até mesmo quando meu amor vai embora.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O poeta está vivo.
O poeta está vivo, e ele ainda tem muito que viver. Várias histórias a dedilhar, vários momentos a conquistar. O poeta está vivo, sobrevivendo ao próprio devaneio do contratempo. Amando seu reflexo, conquistando seu amor por seu próprio narcisismo. O poeta está vivo, e sofrendo como um tolo. Correndo pelas beiradas do momento em um corredor de luzes apagadas. Sangrando pelos toques que a paixão lhe cede, chorando pela lamentação do próprio medo de sua solidão. O poeta está vivo, e agora nem o coito de antigamente lhe agrada com satisfação. Página amarelada encontra-se em cada frase do pensamento mais aberto e insano desde medonho anjo de asas feitas de esferográficas. O poeta está vivo, e pronto para arrebentar as correntes do seu coração. Uma vida sem uma gota de desafio é uma vida sem uma gota de emoção.
(Denis Scarpa)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Amor inconsolável.
A beleza do mundo encontra-se na mulher em que se ama. Amar não é apenas uma palavra e tão pouco apenas um sentimento. É uma razão de dois corpos estarem entrelaçados até mesmo quando clamarem por separação. Uma clemência tão eloqüente, capaz de fazer até a mais sofrida vida transformar-se no mais belo paraíso. Um paraíso pode ser reparado e construído, até mesmo imaginado em vários lugares. Lugares baseados em momentos que nos marcam até na hora mais latejante da dor. Dor essa muitas vezes sentida por tanto tempo, que a alegria de ser feliz se enclausura dentro de nós. Uma prisão tão insegura que nos faz desejar pelo incerto. A incerteza dos fatos, nada mais é, do que o próprio medo de viver. Para viver bem, só basta ser feliz. A felicidade se alcança no que é desejavelmente agradável e sustentável para cada um de nós. Para haver um “nós”, não é preciso haver mil, um casal e já basta. A aliança de uma cerimônia construída através do tempo e da esperança. Esperança é uma coisa que de tão fragilizada, às vezes, parti com uma brisa. Brisa essa que nos traz por diversas vezes, estilhaços cinzentos das nossas lembranças remodeladas. Lembranças que por tantas e tantas vezes nos fazem criar gotículas de marejo nos nossos olhos, devem ser reconsideradas através de um sincero sorriso. Para sorrir basta estar vivo. Para estar vivo basta saber amar. E para saber amar basta apenas arriscar. Se arriscar poderá até perder sua vida, mas será tão bom morrer por amor quanto morrer de solidão. A tão e querida indesejável solidão, que para obtê-la basta apenas desiludir-se e acreditar no desespero e na penúria do amor inconsolável insano e incerto.
(Denis Scarpa)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Reis e Rainhas.
A felicidade é a maior armadilha do destino. O amor é a mais poderosa arma contra o mal estar. A lágrima é tão doce e seca, capaz de fazer o olhar mais intenso virar apenas um rio de areia sem vida. Mentes flageladas por mais sinceras, são tão incertas. Qualquer escrita declarativa do amor mais intenso vira apenas um pergaminho esquecido no tempo quando as palavras recorrem da razão e deixam de lado a própria sensação. Até mesmo as notas mais doces tocada no piano mais belo viram sussurros de clemência de um amor inalcançável. Reis e rainhas fogem da normalidade, dão fuga até o mundo imaginário. Fazem da nuvem imperfeita um algodão de neve. Tais coisas um homem diz ter encontrado em uma mulher. Que tolo, pois isso só se encontra uma vez e geralmente a chamam de paraíso. Como o estressado que se larga numa cama em busca da vista para o céu. Reis e rainhas vivem, reis e rainhas morrem. Reis e rainhas perdem, reis e rainhas amam.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Amor à excitação.
Que nosso amor seja como o raiar do sol na janela mais retorcida. Causando um brilho estonteante e impactante na alma do ser mais simples. Que ele carregue simplesmente o aroma das flores mais raras e delicadas, colhidas no deserto mais seco do amor mais lento. Que nossos beijos sejam tão astutos no sabor como o jardim é carinhoso ao abraçar seu beija-flor. As navalhas do destino poderão cortar nossas esperanças, mas jamais haverá um meio de nos fazer divididos. Estar contigo é melhor do que sonhar, estar contigo é a razão sincera de um verdadeiro amor. Que nosso mundo jamais descubra essa paixão. Faremos de cada segredo nosso grande amor à excitação.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O pequeno Bob.
O pequeno Bob era apenas um pequeno garoto, sem dinheiro ou raciocínio. As tentações o perseguiam desde o ventre. Era o começo de uma velha história. Bob se perdia no começo, mas se encontrava quilômetros a sua frente. Era tímido, demorava a se soltar, a criar asas e voar para cima de sua própria insanidade. Bob cresceu e se tornou o anfitrião da própria cobaia do destino, o medo de ser infeliz. Correu e quebrou a perna, nadou e se afogou. Escreveu até criar lacunas em seus dedos. Berrou até arrebentar sua última nota. Bob era só mais um sonhador, um menino de maneira incorporada no seu próprio meio de ser feliz. Um dia, Bob encontrou uma mulher e a batizou de “minha vida”. Bob morreu sem perder um tostão, pois ricos mesmos são aqueles que carregam em seu peito o coração acelerado de uma mulher incandescente.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Sofrimento.
Sofrimento cativante que abomina o meu ser tão reluzente e frágil. Faça do meu sofrimento seu cálice e beba até se contorcer em um finado embriagado. Tão sutil e mortal, domina minhas entranhas e controla meus sentimentos. Razão fugida de meu ser retorne ao seu horizonte e faça de mim seu iceberg. Embaralhe minha vida assim como cega os meus olhos. Mate-me aos poucos, assim como pisas em meu coração. Amor sem escalas viaja até mim e me afogue no seu cianeto chamado paixão.
(Denis Scarpa)
sábado, 10 de setembro de 2011
Zona perigosa.
Entre becos e gritos, você procura pelo seu meio de liberdade. Como uma criança desesperada clamando pelas férias. Você grita o nome daquela que não te ama mais. Suas lágrimas desenham em seu rosto as mágoas do desconhecido incerto. Uma felicidade amenizada. Como um adolescente enclausurado no prazer, clamando pelo final de semana. Você está numa zona perigosa, você está apaixonado. Totalmente derretido por aquela garota. E mesmo imaginando que ela nunca será totalmente sua, você faz do sonho um alimento para a ansiedade. Pelos bosques reformados em becos, você corre e se rasga tentando encontrá-la. E numa esquina qualquer, como num raio de alegria no paraíso, você encontra seus olhos. E faz do momento, do desespero completo, uma ternura sem tamanho. Corra entre a magia e a maldição de se amar, pois o agora quem descreve é você. A página do ontem ficou amarelada de tão antiga. O amanhã é um desconhecido, assim como a pergunta que carrega sobre seu amor dentro de seu coração.
(Denis Scarpa)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
No despertar de um desespero.
Sinto-me perdido, como se minhas asas estivessem congeladas no paraíso do tempo. Acordei em desespero, não sinto o latejar do meu coração. O desespero tomou conta do meu ser, e mal consigo controlar meus olhos marejados. A beleza trincada do universo faz do meu eu, um mero escravo da perdição e da surreal idade. O amor que tinha em meu peito caiu na mesmice da libertinagem. Demônios guiaram-me sem rumo de volta até o inferno mais quente. Meus clamores de nada adiantavam, pois pareciam que meus olhos haviam lacrado. O silêncio que arranha meus ouvidos faz-me querer despertar do medo da angustiante solidão. Seria como correr sobre cacos ou restos de corações esfarelados. Como toda dor, do momento faz o mais possível corriqueiro. E no despertar de um desespero, toco-me suavemente e digo-me “foi apenas um pesadelo”.
(Denis Scarpa)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Serás capaz de dizer "sim" ao amor?
Um sentimento desigual, capaz de unir seres totalmente diferentes. Uma razão sem perder a compostura e a doçura de se carregar o dom humano de ser inseguro. Um meio sem o qual não pode haver escolhas. Uma escrita tão corriqueira e incerta, que faz de linhas tortas e úmidas um banho de sangue. Um balaço que atingi um alvo aleatoriamente, mas quando acerta, o alvo desfalece. Um banho de rosas adulteradas pelo seu próprio perfume. Um chão que se abre sobre os pés das montanhas mais rochosas. Um carinho no meio do deserto da perdição. Um prato típico do constantemente insano prazer de se perder. O sabor da mulher mais sedutora e sublime, capaz de fazer de um homem seu escravo. A crítica do poeta mais insano. O caminho incerto da bússola perdida. A realidade do sonho verdadeiro. A lágrima sincera misturada com as gotículas de orvalho. Um amor renegado é uma cicatriz conquistada. Dizeis que não queres amar, é como dizer não a comida quando se estás com fome.
(Denis Scarpa)
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Paciência.
Por esse amor eu correria risco de vida, perderia a contagem do meu fôlego. Correria por desertos escaldantes só para encontrar o seu perfume. Mergulharia no lugar mais intenso só para esconder o brilho dos seus olhos numa garrafa. O tempo caminha em passos de ganso, é como se eu não tivesse controle nem dos meus atos. E eu peço que tenha paciência, pois por esse amor eu esperarei. E mesmo que digam para apenas tentar, tenha paciência. Seus cabelos banhados pelo vento são tão belos como o abraço aquecido com gravetos importados do inferno. Tenha calma, dê-me sua mão e faça ser guiado pelo seu corpo. Tenha paciência, diga que está tudo bem e corra até mim.
(Denis Scarpa)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Diga-me “olá” amor.
Amor baseado em folhas secas caídas num jardim. Amor delicado como a libélula que adentra o nosso mundo com sua beleza. Amor remordido por lembranças doces sonhadas e de venenos loucamente emudecidos. Amor construído pela base das derrotas e pelo terrorismo do destino. Amor justo que nos junta, que nos une. Amor que nos faz ser apenas mil dentro de apenas um. Amor amargo com sabor de tequila, que nos embriaga e nos faz ver paisagens no meio da secura do Saara. Amor bondoso e belo faça seu show e nos mande seu charme. Amor afogador quebrador de barreiras, conquistador de continentes e inconseqüentes. Aqui de seu servo vai um apelo desesperador, faça do mundo uma grande numerologia baseada nos ponteiros do relógio esfumaçaste da vida. Amor desejável nos encontre abaixo do vale central ou na maré quente do sotaque sedutor. Amor diga-me verdades entortadas, só para me fazer crer na sua credibilidade e na sua solidez. Amor apresente-me sua companhia, pois de ti conheço apenas a solidão. Amor faça do sorriso a minha maior inexistência. Amor meu grande amor, faça da sua aliança ao desconhecido desagregado, um meio de chegar ao infinito a salvo. Amor meu grande amor, não me faça chegar ao ponto final, me apresente vírgulas ou reticências. Amor meu grande amor, de todos os venenos, de ti, espero a melhor conseqüência.
(Denis Scarpa)
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