quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diga-me “olá” amor.


Amor baseado em folhas secas caídas num jardim. Amor delicado como a libélula que adentra o nosso mundo com sua beleza. Amor remordido por lembranças doces sonhadas e de venenos loucamente emudecidos. Amor construído pela base das derrotas e pelo terrorismo do destino. Amor justo que nos junta, que nos une. Amor que nos faz ser apenas mil dentro de apenas um. Amor amargo com sabor de tequila, que nos embriaga e nos faz ver paisagens no meio da secura do Saara. Amor bondoso e belo faça seu show e nos mande seu charme. Amor afogador quebrador de barreiras, conquistador de continentes e inconseqüentes. Aqui de seu servo vai um apelo desesperador, faça do mundo uma grande numerologia baseada nos ponteiros do relógio esfumaçaste da vida. Amor desejável nos encontre abaixo do vale central ou na maré quente do sotaque sedutor. Amor diga-me verdades entortadas, só para me fazer crer na sua credibilidade e na sua solidez. Amor apresente-me sua companhia, pois de ti conheço apenas a solidão. Amor faça do sorriso a minha maior inexistência. Amor meu grande amor, faça da sua aliança ao desconhecido desagregado, um meio de chegar ao infinito a salvo. Amor meu grande amor, não me faça chegar ao ponto final, me apresente vírgulas ou reticências. Amor meu grande amor, de todos os venenos, de ti, espero a melhor conseqüência.

(Denis Scarpa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário