segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Paciência.


Por esse amor eu correria risco de vida, perderia a contagem do meu fôlego. Correria por desertos escaldantes só para encontrar o seu perfume. Mergulharia no lugar mais intenso só para esconder o brilho dos seus olhos numa garrafa. O tempo caminha em passos de ganso, é como se eu não tivesse controle nem dos meus atos. E eu peço que tenha paciência, pois por esse amor eu esperarei. E mesmo que digam para apenas tentar, tenha paciência. Seus cabelos banhados pelo vento são tão belos como o abraço aquecido com gravetos importados do inferno. Tenha calma, dê-me sua mão e faça ser guiado pelo seu corpo. Tenha paciência, diga que está tudo bem e corra até mim.

(Denis Scarpa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário