quarta-feira, 4 de abril de 2012

Martírio.


De passo em passo, ao caminho da escuridão
Perdôo agora por ser o martírio de minha vida
Voa alto, voa longe, ave negra da ressurreição
Perdendo suas penas na inconstância do acaso
Seu frescor venenoso atiçou meu coração
Na lapela ainda carrego seu aroma, o teu cheiro
Cheiro de libélula que foge do destino, com medo
Medo do homem e de suas armas que lhe afugentam
Dando fuga aos sentimentos do bravo desconhecido
Dando um tapa na cara da morte com sensatez
De imediato, estou morto. Mas ainda assim amo
Pois ainda é o martírio de minha vida
E como todo ser humano, eu almejo sofrimento.

(Denis Scarpa)

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