quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sorrindo pela Vida.


Anoiteceu a beira mar, e meu coração palpitou. Sorri de graça pelo destino, em caminho da contradição da harmonia. Minha garrafa estava vazia, de modo semelhante ao meu peito. Sentimentos naquela planície eu havia afogado, memórias ali eu havia perdido. Poesias eu escrevi no vento da lembrança, abracei o mundo como a pessoa sórdida que sou. Feri minhas mãos com as rosas que toquei e que meus lábios feriram. Chorei pela morte dos que me deixavam vivos. A sordidez veio ao fim com teus lábios secos, que quando tocaram meu mel, secaram a fonte dos meus olhos.

(Denis Scarpa)

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