terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor beirando a extinção.


Nossos sentimentos são adagas voltadas para nosso raciocínio. Afogar os sentimentos na embriagues não faz com que as maldades sumam. Mas serve como uma boa anestesia para a dor. Meu amor está beirando a extinção. Sinto-me perdido perante os espinhos do jardim da minha vida. Não ligo mais para dor e tão pouco para sentimentos obsoletos. Faço de cada tristeza uma urna recheada de cinzas. Que sempre arremesso em direção as profundezas como forma de esquecimento. E meu amor entrou em extinção. Cansado de procurar abrigo no meu verdadeiro amor, fui direto em direção aos braços de meu grande traidor. Pois a modéstia que faz de mim um homem me domina com correntes acarretadas em punhos. Escrevo até minha mão sangrar, até meu pulso partir. Quero fazer de cada momento uma inspiração para fazer o que é incoerente e o incerto. Praticar a arte da sensualidade é apenas um dos meios de ser feliz excitadamente. O espelho por fim, trincou meu reflexo e me aprisionou nas suas lembranças. Mergulho de cabeça num mar repleto de agulhas, enquanto pairo para ver meu amor beirando a extinção. Um meio nada convencional de viver, de amar, se sofrer.

(Denis Scarpa)

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