domingo, 24 de julho de 2011

Meu nome é Edward.


Sou apenas mais uma forma desfigurada no meio dessa sociedade medíocre. Sou apenas mais um atrás de um amor que eu sei que por mais que eu cobice, nunca passará de um sonho anormal e feliz. Minha inocência e meu medo de viver intensamente fazem com que eu me sinta perdido e confuso diante da maldade que eu não enxergo. O abraço que eu não consigo dar, o beijo que eu anseio e não alcanço. A vida feliz que eu tenho, mas que eu sei que não me pertence. Vim de um mundo criado pelo homem para se associar, para não se sentir tão só na idade longínqua. Meu coração que nunca senti bater parece ter acelerado de repente. A coisa mais cruel não é não poder tocar para saber o que é, e sim, poder tocar, mas não conseguir sentir. Por mais que me esnobem, me maltratem, me pisem, abusem de mim. Eu sinto que alguma minoria quer o meu bem e cuida da minha felicidade como se fosse uma coisa conjunta. O meu fim é um desconhecido aberto, como qualquer outro. Mas uma parte eu posso imaginar, é ficar sozinho no meu mundo frio e escuro, da mesma forma que me encontraram, sozinho e com apenas a minha arte para mover um sorriso em meu rosto. A neve que caí na cidade que se localiza embaixo dos meus pés, são apenas lágrimas congeladas do meu sofrimento. Que marcaram tanto a minha vida, e agora podem marcar a minha despedida. O fim não é tão ruim, só é um tanto... Inesperado...

(Denis Scarpa)

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