sábado, 30 de julho de 2011

Lá vou eu de novo.


Até a última dose desse prazer eu irei curtir. Até a última brisa eu irei aproveitar. E quando os Deuses se cansarem de mim, eu ainda estarei de pé por você. Quando minha mente se abrir demais e virar estilhaços, eu ainda terei forças e um chão para caminhar até você. Mesmo que a ciência perca a razão, o fogo o seu calor e as rosas seu encanto, de manhã por você ainda sentirei uma paixão. E lá vou eu pelo mundo encurtado a dois passos, correr para tentar te encontrar. Lá vou eu de novo me perder no meio da tentação de lhe ter. E mesmo que minha mão queime no mar doce da angústia, as notas que saem da minha cabeça me guiam até o meu desejo. Abraçar-te durante a chuva mais intensa já não é mais um desejo de minha mente, mas um objetivo do meu corpo. O perfume da sua carne me seduz até o desconhecido. Arriscar nunca foi um êxito da minha parte, afinal eu sempre morri quando chegava à maré. Seu sorriso faz com que meu mundo ganhe mais do que luz, faz com que meu mundo ganhe vida. Quisera eu que todas as minhas declarações e juras de amor eterno fossem todas dedicadas a você, mas não posso mentir. Não há jura mais sincera do que aquela que se conquista, e lá vou eu de novo, em busca de nada além do que um novo sonho, uma dose a mais de ilusão ao coração.

(Denis Scarpa)

Nenhum comentário:

Postar um comentário