terça-feira, 4 de outubro de 2011

O libertino.


Uma desigualdade pelo inconstante descontrole do prazeroso poder de sentir prazer. Uma razão pela qual é tão breve e imbatível, que mais parece um coito de um galinho cobiçado pela ansiedade do desconhecido. É um ponteiro no relógio da infidelidade. É uma chuva no meio do deserto. É uma gota de sangue na presa do destino. A esnobe reação ao aparentar saber mais do que os demais, é também um revólver apontando para sua própria genitália. O amor é um musgo que nos apodrece com o tempo. Faz do nosso encanto um afogamento a qualquer outro sentimento. O grito de prazer é emudecido pelo contraste do término. O relaxo de nossos devaneios só nos faz ficar ainda mais promíscuos. E quando tudo parecer um beijo de um libertino, tudo que se senti é a saliva do encantador beijo da morte.

(Denis Scarpa)

3 comentários:

  1. *-* por mais que perigoso o desconhecido ele é prazeroso *-*

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  2. Nada é mais prazeroso na vida do que o próprio risco rumo ao desconhecido! *-*

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