terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lembranças.


Chega um momento da vida em que a coisa mais preciosa que iremos ter serão as lembranças. Lembranças das nossas brincadeiras da época do dente de leite. Lembranças de nossas lambanças. Momentos simples que fizeram parte da nossa história. O primeiro beijo, o primeiro abraço. O frio do inverno que aparecia em dezembro. Aquelas tardes com os primos brincando de correr nos corredores da casa, causando o endoidecer de nossas mães. Mães, elas de que tanto somos gratos por ter nos carregado duramente em seu corpo. Fato esse que esquecemos na rebeldia dos quinze anos. Mas mesmo assim é gostoso de lembrar. Lembrança, sensação despercebida aos dezoito. Estávamos caindo depois do primeiro porre. E juramos que seria o último. Talvez o primeiro de muitos. Amigos, de que se lembrar se está sozinho no mundo? Eles que te faziam passar vergonha em praças públicas. Que faziam, junto com você, de um simples ônibus um grande show de Stand-Up. O ser humano não vive só de lembranças boas. Ainda não terminamos de colher os estilhaços de nosso primeiro coração partido. Ainda sente culpa por ter perdido aquele amigo? Relaxe. O mundo gira forte, com vontade. E com novas histórias, surgem novas lembranças. Lembra do primeiro choro que ele ou ela deu com toda aquela força? A visão não devia ser muito privilegiada do chão, não é? Lembra-se quando disse “não“ para todo o mundo, e exalou um “sim” para aquela pessoa especial? Pois é. Ela com certeza está do seu lado lendo isso. Se não estiver, o mundo continua girando, e novas histórias irão acontecer, para que lembranças como essa você nunca mais possa esquecer.

(Denis Scarpa)

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